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dezembro 14, 2004
Ars Magica
Eu sei que alguns jogadores se dão ao trabalho de ler estas mal traçadas linhas, não encarem isso como uma reclamação, os anos nas costas me fizeram encarar o que está acontecendo de uma maneira muito diferente.
Acho que estou finalmente começando a entender melhor o grupo onde estou mestrando Ars Magica. A campanha vai ser um desafio maior do que eu esperava pois o grupo é bem mais heterogêneo do que parecia a primeira vista e estou esperando trabalho duro para manter a coisa na linha.
Se for seguir a idéia do Ron Edwards do GNS, diria que tenho os 3 tipos de jogador na mesa, do lado de lá do escudo de mestre o grupo de G e S e do lado de cá o N. Eu estou numa "fase" bem narradora e tive que acertar o rumo que gostaria de dar para o jogo com a coisa em curso, há uns anos atrás tenho a impressão de que o jogo já teria sido aposentado já que minhas idéias originais para a campanha foram "destruídas" depois de duas sessões.
Isso significa também um pouco mais de trabalho do que eu esperava, o que não é de todo ruim, há anos tenho algumas ferramentas de improvisação e cartas na manga que me permitiam chegar a jogos quase sem nenhum trabalho a cumprir, a coisa era chegar na mesa, jogar as iscas e ver para onde a corrente iria me levar.
Quando ninguém da mesa está acostumado a este esquema a coisa tende a ficar mais parada do que o recomendado e eu tenho que começar a trabalhar, com jogos "one-shot" isso é simples, numa campanha isso significa que eu tenho que ter mais do que uma lista de NPCs e uma linha do tempo na cabeça.
Está sendo diferente voltar a pensar no jogo nas horas vagas e preparar coisas mínimas para o jogo, aos poucos as engrenagens estão voltando a se mexer, espero que o grupo me aguente até eu estar plenamente funcional.
Para o próximo jogo estou planejando algumas surpresas, espero que o resto de meus afazeres me permitam o luxo de realizá-los.
Posted by itiro at 10:09 AM | Comments (6)
dezembro 13, 2004
Meatbot Masacre
Greg Stolze (Unknown Armies, Godlike, vários livros de Vampire, etc...), um dos melhores "game designers" atuais acabou de anunciar quem quer lançar um jogo chamado Meatbot Massacre.
A idéia é controlar um robô gigante num jogo de combate, ou seja, um jogo tático seguindo um esquema meio de arena. Pelo o que ele disse na lista de Godlike, este foi o primeiro sistema de regras que ele pensou em usar no jogo de super heróis, mas acabou deixando de lado por ele ser complicado demais para um RPG.
O interessante é que ele está usando um sistema de "resgate", até o dia 1 de setembro de 2005 ele quer juntar US$ 600,00 em donativos. O total vai ser atualizado no site, assim que o valor for atingido ele libera o PDF para qualquer um pegar e usar, se o total não for atingido ele vai doar a grana que foi acumulada para uma instituição de caridade e guardar o material. Quem puder e quiser, colabore com qualquer valor, qualquer US$ 0,10 já é uma ajuda.
Posted by itiro at 09:31 AM | Comments (3)
dezembro 06, 2004
Futebolândia
Logo depois da Copa de 86, preocupado com o futuro do futebol brasileiro, o Dr. José Spiralli resolve usar o dinheiro que ele acabara de ganhar na loteria para financiar um projeto a longo prazo que seria a salvação do país.
Ele compra terras no interior do Mato Grosso e arranja um grupo de pessoas para criar uma pequena cidade. Usando técnicas de inseminação artifical, sua especialidade e usando dinheiro para conseguir amostras de esperma de grandes jogadores e óvulos das melhores jogadoras de futebol de times como o Esporte Clube Radar, Spiralli aluga barrigas para criar filhos de craques.
Na pequena cidade que ele criou, a única diversão incentivada era o futebol de rua, mas o plano era fazer com que as crianças da cidade adorassem jogar bola antes de começar a fazer qualquer plano real sobre treinos e táticas.
As famílias escolhidas eram formadas por trabalhadores rurais e pessoas sem muita esperança que recebiam um teto e garantiam a subexistência da comunidade com o trabalho da terra, os homens para serem aceitos passavam por uma vasectomia para evitar que a geração de craques genéticos fosse contaminada.
As crianças cresciam normalmente indo à escola e brincando com bola, depois de um tempo, Spiralli contratou jogadores bons e aposentados que estavam esquecidos por todos os cantos do país para servirem de conselheiros, dar uns toques para a garotada e psicólogos para acompanhar o crescimento e amadurecimento dos futuros craques.
Em 1990 o médico tem certeza de que tem razão em se preocupar depois da seleção de Lazaroni, em 1994, mesmo com a conquista o futebol apresentado não dá nenhuma confiança ao médico que segue com seus planos.
O ano é 2002, os primeiros meninos do projeto tem 15 anos e alguns realmente se provaram muito bons de bola, está na hora de começar a mandar a molequada para os times para dar graça de novo ao futebol brasileiro, para desespero do médico praticamente todos eles são vendidos logo depois de estrearem nos times profissionais, revoltado o médico decide que vai continuar com seu projeto, mas vai tentar preservar a molecada na cidade, já acostumada com a qualidade do espetáculo do campeonato escolar.
Em 2004 um grupo descobre a experiência e resolve invadir a cidade para raptar as crianças e garantir um bom resultado na Copa do Mundo de 2008. O objetivo do grupo pode ser raptar ou evitar o rapto.
Posted by itiro at 11:21 AM | Comments (0)
dezembro 02, 2004
Bardos
Nunca fui muito fã de jogos de fantasia, uma parte do meu preconceito vem de participar de bate papos com jogadores de AD&D e sempre ter a impressão de que eles usavam a "pior" parte dos cenários de fantasia para montar os jogos. A outra parte vinha do meu problema com o sistema do AD&D.
O tempo passou e eu percebi que o meu problema na verdade era com o AD&D mesmo e não com cenários de fantasia de RPG, mas o problema com os jogos persistia. E ali detectei um outro problema:a falta de material de referência entre os jogadores e mestres que encontrava pela frente.
A maioria das pessoas lia Tolkien, alguns livros da TSR e achava que era isso, já sabia tudo o que precisava para ser um especialista em fantasia. A maneira como os jogos eram conduzidos me frustravam um pouco e não conseguia entrar nos grupos com gente que manjava mais e no fim acabei deixando o cenário de lado e me concentrando naqueles ondo conseguia jogar coisas mais do meu jeito.
Mais um bom tempo se passou e acabei sendo convidado a jogar uma aventura de D&D usando a terceira edição. Na época eu estava terminando de ler o primeiro volume de "Wheel of Time" e minha personagem preferida era Thomdril Merrilin, o gleeman e resolvi jogar com um bardo. Não saiu do jeito que eu planejava, mas em grande parte porque as pessoas não vem o bardo como um artista, ele é um quebra galho e de novo acabei saindo frustrado do jogo.
Gostaria de tentar sentar numa mesa de jogo e interpretar um bardo mesmo. A única fonte de notícias e novas histórias em vilas distantes, sobrevivendo de seu ofício como contador de histórias e cantor. Na verdade acho que quero jogar WoT e interpretar um Gleeman, mas um bardo já dava para começar.
Posted by itiro at 02:51 PM | Comments (1)