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dezembro 02, 2004
Bardos
Nunca fui muito fã de jogos de fantasia, uma parte do meu preconceito vem de participar de bate papos com jogadores de AD&D e sempre ter a impressão de que eles usavam a "pior" parte dos cenários de fantasia para montar os jogos. A outra parte vinha do meu problema com o sistema do AD&D.
O tempo passou e eu percebi que o meu problema na verdade era com o AD&D mesmo e não com cenários de fantasia de RPG, mas o problema com os jogos persistia. E ali detectei um outro problema:a falta de material de referência entre os jogadores e mestres que encontrava pela frente.
A maioria das pessoas lia Tolkien, alguns livros da TSR e achava que era isso, já sabia tudo o que precisava para ser um especialista em fantasia. A maneira como os jogos eram conduzidos me frustravam um pouco e não conseguia entrar nos grupos com gente que manjava mais e no fim acabei deixando o cenário de lado e me concentrando naqueles ondo conseguia jogar coisas mais do meu jeito.
Mais um bom tempo se passou e acabei sendo convidado a jogar uma aventura de D&D usando a terceira edição. Na época eu estava terminando de ler o primeiro volume de "Wheel of Time" e minha personagem preferida era Thomdril Merrilin, o gleeman e resolvi jogar com um bardo. Não saiu do jeito que eu planejava, mas em grande parte porque as pessoas não vem o bardo como um artista, ele é um quebra galho e de novo acabei saindo frustrado do jogo.
Gostaria de tentar sentar numa mesa de jogo e interpretar um bardo mesmo. A única fonte de notícias e novas histórias em vilas distantes, sobrevivendo de seu ofício como contador de histórias e cantor. Na verdade acho que quero jogar WoT e interpretar um Gleeman, mas um bardo já dava para começar.
Posted by itiro at dezembro 2, 2004 02:51 PM
Comments
Te entendo perfeitamente. Enquanto os meus jogos de fantaasia estavam em universos que o Mestre ia apresentado as coisas para a gente aos poucos, beleza. Quando joguei em Forgotten Realms a coisa foi pro outro lado. "O que? a cidade tal tem um esquadrão de pilotos de griffos que a proteje dos ataques e os caras se comunicam por bolas de cristal que ficam no ouvido?" Ah, praque fantasia? O conhecimento do mundo em que os jogadores vão estar é muito importante. E se isso não é passível de apresentação ao longo dos jogos, a leitura de livros no universo fica essencial.
Posted by: Andrew at dezembro 7, 2004 09:48 PM