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agosto 23, 2004

Agora é só juntar

Com os pequenos módulos de idéias devidamente estudadas e arquivadas, a única coisa que preciso fazer durante o jogo é juntar os pedaços apropriados para fazer a aventura deslanchar.

Mas como fazer para saber o que escolher? No meu caso entra um pouco de experiência, eu deixo as pessoas montarem as personagens, fico atento aos comentários que surgem durante o processo de criação para saber o que elas esperam do jogo.

Aí é só usar essas dicas para escolher os blocos de aventura que melhor se encaixam nas expectativas dos jogadores. No começo da aventura também costumo jogar várias iscas diferentes e ver qual é a preferida de meus jogadores e seguir com a aventura naquela direção.

O maior problema desta segunda técnica é que se os jogadores forem muito passivos o ritmo desse começo fica muito lento e isso pode causar um certo desinteresse pelo jogo.

Se percebo que algo assim vai acontecer costumo colocar os jogadores no meio de um cena, ou dentro de uma situação para o jogo já começar se movimentando em alguma direção. Por exemplo: "- Vocês são ladrões de jóias e estão fazendo o último roubo de suas carreiras e invadiram uma importante joalheria no centro da cidade, os guardas e funcionários foram devidamente rendidos e vocês estão recolhendo as jóias nos mostruários e arrombando o cofre quando um policial vira a esquina e faz menção de entrar na loja, o que vocês vão fazer?"

Como numa jam session, o método a ser aplicado e a melhor técnica a ser utilizada depende muito de quem está te acompanhando e qual o estilo que está sendo tocado na sessão.

Posted by itiro at 03:08 PM | Comments (1)

agosto 02, 2004

Dissecando idéias

Para montar as minhas "chapinhas", costumo usar as idéias que circulam a minha volta, filmes, livros, matérias em jornais e revistas, músicas, imagens, cenas do cotidiano, qualquer coisa pode servir de matéria prima para as cenas dos jogos que vão ser improvisados.

O importante é pegar a idéia e retirar o que é supérfluo, ficar com a parte essencial da coisa. Normalmente isso requer que os elementos que caracterizam o cenário onde se passa a cena também sejam retirados.

Por exemplo:

Se eu fosse dissecar Branca de Neve, o resultado seria algo assim: uma pessoa chega e assume uma posição de poder num lugar e tem problemas com alguém que já estava por lá, a novata usa um esquema para se livrar do desafeto, mas este é salvo por pessoas marginalizadas, o ataque continua até a pessoa que foi expulsa se encontrar numa situação praticamente sem saída, nesse momento, alguém/algo se apresenta para salvar o dia.

Com esse esqueleto posso adaptar a história para qualquer tipo de cenário, de cyberpunk à fantasia, basta acrescentar a roupagem adequada ao esqueleto da história.

Outra coisa que se pode fazer é parar e detalhar melhor os trechos da história que parecerem interessantes, assim, a parte em que a madrasta chega pode ser narrada em 5 minutos ou durar 2 ou mais sessões. E o processo se repete com cada trecho da história original.

Posted by itiro at 01:26 PM | Comments (0)