fevereiro 10, 2005

Como funciona a cabeça de um mestre?

Recebi a minha cópia de Sorcerer e resolvi voltar a dar uma olhada nos fóruns da The Forge para ter mais idéias a respeito do jogo.

Eu já tinha visto uns posts muito interessantes do Ron Edwards por lá sobre como as coisas funcionam para ele quando ele começa uma campanha, mas nunca tinha me passado pela cabeça fazer algo parecido.

Esse tipo de coisa é muito útil, principalmente para jogadores novatos e por isso achei que vale a pena o trabalho que vai dar fazer algo parecido no fórum UOL. Se puderem, dêem uma passada por lá e escrevam um pouco, dependendo de como as coisas funcionarem, isso pode se transformar na oficina do próximo EIRPG.

Por itiro às 07:31 AM | Commentários (1)

janeiro 25, 2005

Pendragon

Pendragon foi a melhor campanha de que participei.

Todo mundo deve ter a sua campanha memorável, a minha foi usando este sistema da Chaosium com várias das regras erradas e tendo o Shibuya como mestre de jogo.

As personagens começaram com 13 anos de idade e eram simples pajens em Donnington.No começo as coisas correram com maior velocidade e elas envelheciam mais ou menos 2 anos por noite. Com 18 anos a maioria estava se sagrando cavaleiros e aí os anos começaram a passar mais devagar.

Minha personagem se chamava Thormoud McInnus e quando paramos de jogar ele tinha mais de 40 anos. Mais de uma vez eu tentei entender o que fez aquele jogo tão memorável mas ao tentar repetir a fórmula percebia que não era só aquilo, achava que era uma combinação de fatores que esperava um dia conseguir reencontrar num jogo.

Hoje percebo que provavelmente bastaria conseguir reproduzir uma coisa daquele grupo naquela situação para cosntruir outra campanha tão interessante quanto foi Pendragon para nós.

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Por itiro às 10:29 AM | Commentários (3)

Bom Senso e Bom Gosto

Costumo dizer nas oficinas: o mestre de jogo antes de qualquer outra coisa tem que ter "Bom Senso e Bom Gosto", o bom andamento de qualquer jogo depende dessas duas coisas.

A beleza dessas duas qualidades mora no fato delas serem completamente subjetivas, cada pessoa tem que descobrir o que significa ter bom senso e o que é bom gosto e, obviamente, isso se extende aos grupos de jogo.

Algo que faz absoluto sentido para mim pode ser considerado completamente alienígena por outra pessoa e vice versa e se um dia nós dois nos encontrarmos numa mesa de jogo vamos precisar de um tempo para ajustar as expectativas de cada um.

Por itiro às 10:20 AM | Commentários (0)

dezembro 14, 2004

Ars Magica

Eu sei que alguns jogadores se dão ao trabalho de ler estas mal traçadas linhas, não encarem isso como uma reclamação, os anos nas costas me fizeram encarar o que está acontecendo de uma maneira muito diferente.

Acho que estou finalmente começando a entender melhor o grupo onde estou mestrando Ars Magica. A campanha vai ser um desafio maior do que eu esperava pois o grupo é bem mais heterogêneo do que parecia a primeira vista e estou esperando trabalho duro para manter a coisa na linha.

Se for seguir a idéia do Ron Edwards do GNS, diria que tenho os 3 tipos de jogador na mesa, do lado de lá do escudo de mestre o grupo de G e S e do lado de cá o N. Eu estou numa "fase" bem narradora e tive que acertar o rumo que gostaria de dar para o jogo com a coisa em curso, há uns anos atrás tenho a impressão de que o jogo já teria sido aposentado já que minhas idéias originais para a campanha foram "destruídas" depois de duas sessões.

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Por itiro às 10:09 AM | Commentários (6)

dezembro 13, 2004

Meatbot Masacre

Greg Stolze (Unknown Armies, Godlike, vários livros de Vampire, etc...), um dos melhores "game designers" atuais acabou de anunciar quem quer lançar um jogo chamado Meatbot Massacre.

A idéia é controlar um robô gigante num jogo de combate, ou seja, um jogo tático seguindo um esquema meio de arena. Pelo o que ele disse na lista de Godlike, este foi o primeiro sistema de regras que ele pensou em usar no jogo de super heróis, mas acabou deixando de lado por ele ser complicado demais para um RPG.

O interessante é que ele está usando um sistema de "resgate", até o dia 1 de setembro de 2005 ele quer juntar US$ 600,00 em donativos. O total vai ser atualizado no site, assim que o valor for atingido ele libera o PDF para qualquer um pegar e usar, se o total não for atingido ele vai doar a grana que foi acumulada para uma instituição de caridade e guardar o material. Quem puder e quiser, colabore com qualquer valor, qualquer US$ 0,10 já é uma ajuda.

Por itiro às 09:31 AM | Commentários (3)

dezembro 06, 2004

Futebolândia

Logo depois da Copa de 86, preocupado com o futuro do futebol brasileiro, o Dr. José Spiralli resolve usar o dinheiro que ele acabara de ganhar na loteria para financiar um projeto a longo prazo que seria a salvação do país.

Ele compra terras no interior do Mato Grosso e arranja um grupo de pessoas para criar uma pequena cidade. Usando técnicas de inseminação artifical, sua especialidade e usando dinheiro para conseguir amostras de esperma de grandes jogadores e óvulos das melhores jogadoras de futebol de times como o Esporte Clube Radar, Spiralli aluga barrigas para criar filhos de craques.

Na pequena cidade que ele criou, a única diversão incentivada era o futebol de rua, mas o plano era fazer com que as crianças da cidade adorassem jogar bola antes de começar a fazer qualquer plano real sobre treinos e táticas.

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Por itiro às 11:21 AM | Commentários (0)

dezembro 02, 2004

Bardos

Nunca fui muito fã de jogos de fantasia, uma parte do meu preconceito vem de participar de bate papos com jogadores de AD&D e sempre ter a impressão de que eles usavam a "pior" parte dos cenários de fantasia para montar os jogos. A outra parte vinha do meu problema com o sistema do AD&D.

O tempo passou e eu percebi que o meu problema na verdade era com o AD&D mesmo e não com cenários de fantasia de RPG, mas o problema com os jogos persistia. E ali detectei um outro problema:a falta de material de referência entre os jogadores e mestres que encontrava pela frente.

A maioria das pessoas lia Tolkien, alguns livros da TSR e achava que era isso, já sabia tudo o que precisava para ser um especialista em fantasia. A maneira como os jogos eram conduzidos me frustravam um pouco e não conseguia entrar nos grupos com gente que manjava mais e no fim acabei deixando o cenário de lado e me concentrando naqueles ondo conseguia jogar coisas mais do meu jeito.

Mais um bom tempo se passou e acabei sendo convidado a jogar uma aventura de D&D usando a terceira edição. Na época eu estava terminando de ler o primeiro volume de "Wheel of Time" e minha personagem preferida era Thomdril Merrilin, o gleeman e resolvi jogar com um bardo. Não saiu do jeito que eu planejava, mas em grande parte porque as pessoas não vem o bardo como um artista, ele é um quebra galho e de novo acabei saindo frustrado do jogo.

Gostaria de tentar sentar numa mesa de jogo e interpretar um bardo mesmo. A única fonte de notícias e novas histórias em vilas distantes, sobrevivendo de seu ofício como contador de histórias e cantor. Na verdade acho que quero jogar WoT e interpretar um Gleeman, mas um bardo já dava para começar.

Por itiro às 02:51 PM | Commentários (1)

novembro 24, 2004

Resposta ao Kyp

"Quais são as suas "manhas" pra colocar a galera "dentro" do universo do jogo o quanto antes?"

Quando é uma aventura única ("one-shot") a melhor coisa é já começar a sessão no meio da ação, pense naquelas primeiras cenas de todos os filmes do "007", a coisa pode até não ter nenhuma conexão com o jogo em si, mas serve para todo mundo entrar no clima e não dá muita abertura para piadinhas e convesas paralelas.

Usando um cenário de fantasia como exemplo, ao invés de colocar o pessoal para se conhecer numa taverna ou procurando emprego na cidade acho mais interessante começar o jogo no meio da ação:

- Anoiteceu e vocês montaram acampamento, amanhã nesse horário vocês vão estar na taverna Castor Caolho gastando o prêmio por entregarem os corpos dos lobos que andaram atacando o rebanho da região. Os bichos eram grandes e deram algum trabalho, mas tudo deu certo e vocês os capturaram.

- O grupo como um todo estaria mais tranquilo se fosse possível voltar na mesma noite, mas cansados pelo combate e com a lua nova não seria prudente voltar neste momento, no meio da noite (rola um dado), você estava de guarda, ouve um barulho e acorda o grupo: o irmão mais velho dos lobos mortos quer vingança: o que cada um vai fazer?"

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Por itiro às 02:00 PM | Commentários (0)

novembro 18, 2004

Quase Deuses

Esta é uma idéia que surgiu na lista de discussão de Godlike mas que eu queria testar com algum outro sistema de super herói, para ver como os jogadores iriam encarar a dificuldade de interpretar um deficiente físico.

Num mundo onde existem super-heróis, um grupo de deficientes ganha super poderes e decide enfrentar o crime, mas logo descobre que muitas pessoas tem "problemas" em ser ajudadas por um super herói com cadeiras de rodas ou alguém que usa bengalas.

O que eles deveriam fazer?

Por itiro às 08:53 AM | Commentários (1)

outubro 20, 2004

Bothan por um dia

Existem jogos onde cumprir missões é a maneira mais simples e jogar, nesse tipo de jogo, as informações que são passadas para as personagens determinam muito do que vai acontecer e são comuns as histórias em que uma falha da equipe que coletou as informações para o grupo fazerem algo que deveria ser fácil se tornar um pesadelo.

Em alguns jogos com coisas desse tipo eu experimentei algo que normalmente trouxe um resultado interessante e pode ser utilizado em praticamente qualquer sistema de jogo.

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Por itiro às 01:31 PM | Commentários (4)